A EMOÇÃO E A RAZÃO
Em um mundo onde reinam a razão, a
análise, o espírito lógico ávido de ordem, de organização, a emoção sofre.
A tal ponto que a maioria das vezes H e M retêm ou inibem suas emoções, assim a TV o cinema e a
Net se transformam em suas válvulas de escape e seus catalisadores.
Diante de uma tela com
imagens, choramos e nos transtornamos, mas já não nos emocionamos com nossa própria vida. Já não é o outro que nos emociona, mas sim sua imagem virtual. Porém, quanto mais razoáveis,
reservados, em uma só palavra, civilizados queremos nos mostrar, mais danos infringimos a nossas
emoções e mais a tememos.
De fato, ao nos negarmos, apesar de nós mesmos, a sentí-las a integrá-las em nossas vidas, a
simplesmente vivê-las, deixamos de conhecê-las. Mas, em um mundo onde fazemos tudo para
conseguir segurança e preservar os bens adquiridos a todo custo, o que nos dá mais medo, é o
desconhecido.
No entanto, é no coração da emoção onde emergem, nascem e movem-se os pensamentos, os
sentimentos, as sensações boas e más - que nos permitem escolher, nos distinguir, nos
diferenciar uns dos outro, nos singularizar - os impulsos e repulsas instintivas, a noção do bem
e do mal, do visível e invisível, a imaginação e os sonhos, todas as percepções.
É a emoção que nos encaminha, que nos inicia na mais bela das sensações, dos pensamentos e das
criações humanas: o amor! Ao relegar a emoção a um passado antiquado para o Homem, estamos
repudiando, afogando e negando o Amor!
Na realidade, nunca devemos negar, repudiar ou contrariar nada em nós. A vontade, a
sensibilidade e a lucidez devem viver livremente. E se, às vezes, inevitavelmente, engedram
tensões, contradições e dúvidas simultaneamente, que vão perturbar as nossas emoções e a nossa
consciência!
Artigo do Jornal ( Estado do Paraná ) Adaptado by Soninh@
outubro/2002
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